Quem nunca se deparou com alguém dormindo no chão da rua? Na maioria das vezes passamos por eles e simplesmente ignoramos o fato deles estarem naquele local sujo, digno de um cachorro abandonado. Eu como amante dos cães afirmo que ali não é lugar para eles, muito menos o lugar para uma pessoa dormir; seja ela homem ou mulher, criança ou adulto. Tento imaginar o que se passa pela cabeça desses cidadãos, que talvez não tenham sequer um documento representativo de sua moral ou conduta; tento imaginar por qual motivo ou circunstância eles dormem ali e Algumas das minhas imaginações podem ser descritas em palavras, mas não descreverá a real razão e o sentimento dessas pessoas.

Essas observações são baseadas na educação, que é a base formadora do ser humano. É dela que se caracteriza a nossa personalidade; a princípio ela é herança dos pais, mas logo em seguida aprendemos muitas coisas na escola, na rua, no trabalho, enfim… convivendo e interagindo entre as pessoas.

Um dos principais motivos dos moradores de rua estarem nesta situação é a herança da educação. Os pais como principais responsáveis não tiveram oportunidade de educar os filhos, pois os mesmos não foram educados de acordo com a sociedade, portanto, seus filhos acabam não tendo uma boa base educacional que colaboraria, e muito, para o surgimento de oportunidades na vida.

Esses fatores levam o indivíduo a ser submetido à esmola. Quem nunca se sentiu constrangido quando alguém com uma má aparência lhe pede dinheiro. Particularmente eu não ajudo nesse aspecto pois nas vezes que ajudei acabei tendo o desprazer de saber que tal pessoa se drogaria, compraria um cigarro ou uma bebida alcoólica. Percebi que ajudando dessa maneira, estaria os acomodando e formando um ciclo vicioso o que não acarretaria no incentivo na luta pela mudança de vida.

O desinteresse é outro fator muito importante, tanto dos moradores de rua, quanto nossa e do Governo. Quem se preocupa em ajudá-los? Eles se preocupam em ajudar-se? O que o Governo deveria fazer para incentivá-los a mudar de vida? Essas perguntas se forem respondidas e correspondidas, provavelmente ocasionará no fim do problema, principalmente se a pessoa quiser se ajudar, pois sem esforço, sem amor próprio, sem lutar, nada muda, tudo fica estagnado ou preso a um passado de arrependimentos e marcas de dor e sofrimento.
Não consigo aceitar o fato de passarmos por cima de pessoas assim, como se fossem baratas, tornando-as insignificante, sem valor e imoral!
Não consigo aceitar que o nosso Estado vira as costas e não dá oportunidade suficiente para esses cidadãos se erguerem!
Não consigo aceitar o fato de viver num país onde a coisa mais importante, a vida do ser humano, é a que menos importa!

Podemos ignorar tudo isso e vivermos nossas vidas e levar em conta que tudo isso é perda de tempo, ou lutarmos para ajustarmos os problemas de nossa sociedade.
Até quando vamos suportar tudo isso?

Qual a opinião de vocês, leitores, em relação ao texto? O que poderia ser feito para melhorar essa situação? Em quais circunstâncias você ajudaria os “Moradores de Rua”?